O comércio do Brasil com a China cresceu muito nos últimos anos devido ao aumento do poder aquisitivo deste país e a mudança de foco na estratégia comercial brasileira, deixando EUA e Europa e concentrando-se em novos mercados, como China, India, Oriente Médio e principalmente países do Mercosul, que atualmente absorvem 1/3 das exportações brasileiras.
No entanto, essa relação comercial entre Brasil e China mostra-se desproporcional, auferindo mais vantagens ao país asiático do que ao latino americano, pois o primiero importa-se em comprar commodities agrícolas do Brasil, na quantidade que lhe convém, principalmente soja e minério de ferro e exporta para o Brasil muitos produtos industrializados, os quais não sofrem tanta flutuação de preços no mercado e possuem valor agregado devido a maquinofatura e a tecnologia. Para se ter um exemplo, um cd original do windows vale uma tonelada de minério de ferro. O Brasil assim perde mantendo seu mercado aberto para produtos industrializados o que, consequentemente, causa a falência dos setores industriais do país que não conseguem concorrer com a política de produção chinesa a qual envolve mão de obra extremamente barata.
O Brasil deveria aproveitar a forte parceria economica entre os dois países e investir mais no setor de tecnologia e maquinofatura do país. Assim, poderia vender mais produtos industrializados no mercado internacional, não sujeitos a tantas flutuações econômicas quanto os produtos agrícolas. Recentemente o Brasil agiu corretamente ao visitar o país vermelho e pedir-lhe que abra mais seu mercado para produtos com maior valor agregado. Na ocasião o governo da China fechou um contrato para a compra de aviões da Embraer e aceitou comprar a carne suína vendida por frígorificos do sul do Brasil. Vale ressaltar que essa parceria comercial é extremamente interessante para os dois países, já que a China conta com 1/5 da população e Brasil é o gigante da America Latina.