sexta-feira, 27 de maio de 2011

Brasil X China

             O comércio do Brasil com a China cresceu muito nos últimos anos devido ao aumento do poder aquisitivo deste país e a mudança de foco na estratégia comercial brasileira, deixando EUA e Europa e concentrando-se em novos mercados, como China, India, Oriente Médio e principalmente países do Mercosul, que atualmente absorvem 1/3 das exportações brasileiras.
             No entanto, essa relação comercial entre Brasil e China mostra-se desproporcional, auferindo mais vantagens ao país asiático do que ao latino americano, pois o primiero importa-se em comprar commodities agrícolas do Brasil, na quantidade que lhe convém, principalmente soja e minério de ferro e exporta para o Brasil muitos produtos industrializados, os quais não sofrem tanta flutuação de preços no mercado e possuem valor agregado devido a maquinofatura  e a tecnologia. Para se ter um exemplo, um cd original do windows vale uma tonelada de minério de ferro. O Brasil assim perde mantendo seu mercado aberto para produtos industrializados o que, consequentemente, causa a falência dos setores industriais do país que não conseguem concorrer com a política de produção chinesa a qual envolve mão de obra extremamente barata.  
              O Brasil deveria aproveitar a forte parceria economica entre os dois países e investir mais no setor de tecnologia e maquinofatura do país. Assim, poderia vender mais produtos industrializados no mercado internacional, não sujeitos a tantas flutuações econômicas quanto os produtos agrícolas. Recentemente o Brasil agiu corretamente ao visitar o país vermelho e pedir-lhe que abra mais seu mercado para produtos com maior valor agregado. Na ocasião o governo da China fechou um contrato para a compra de aviões da Embraer e aceitou comprar a carne suína vendida por frígorificos do sul do Brasil. Vale ressaltar que essa parceria comercial é extremamente interessante para os dois países, já que a China conta com 1/5 da população e  Brasil é o gigante da America Latina.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

OBAMA NO BRASIL

O principal objetivo da visita do presidente Barack Obama ao Brasil foi a reaproximação dos dois países com objetivos comerciais, já que nos últimos anos, diversos motivos proporcionaram um afastamento entre os dois paises.
Em 2001, o Brasil recusou-se a participar da ALCA - Acordo de Livre Comércio entre as Americas, por motivos óbvios. Os países norte americamos queriam a abertura dos mercados de ala tecnologia dos países latino americanos, setor do comércio em que são altamente competitivos e não queriam, por sua vez, abrir seus comércios para as commodities agrícolas desses países, que são seus pontos fortes. A ALCA serviria também para os EUA fazer frente ao poderio economico do bloco europeu, que com seus 27 países tornaram-se mais fortes economicamente do que os EUA isoladamente. Vale lembrar também, que o Brasil e os EUA tiveram um embate na OMC por causa da ingrigência do país americano a regra da organização que impede subsídios sejam dados, como aumento da tarifa de importação ou concessão de crédio barato, o que vinha acontecendo no setor algodoeiro do referido país. Levada a questão à OMC o Brasil ganhou, em última instância, e os EUA tiveram que retirar os subsídio concedidos ao setor.
Outros motivos de distanciamento entre os dois países referem-se a questões políticas como o desagrado do Brasil da intervenção norte-americana na crise política em Honduras em 2009. Por sua vez, a influência de governos de esquerda como o da Bolívia no Brasil, também teria desagradado o governo norte americano. Outra questão que podemos levantar foi a defesa, por parte do Brasil, do programa de desenvolvimento nuclear do Irã, o que não é do interesse dos EUA e o qual foi o grande motivo do mesmo não levantar grande apoio para que o Brasil assuma uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU.
A visita do presidente, apesar de não ter trazido grandes mudanças economicas, assinala uma reabertura maior entre os dois países, com o interesse principal dos EUA nos biocmbustíveis produzidos no Brasil, principalmente o Etanol, que apartir deoleagionosas oferece 5 vezes mais rentabilidade do que é produzido dos EUA, e também na perspectiva do pré-sal tornar o Brasil o 6º maior produtor de petróleo do mundo, o que garantiria a tal país um porto-seguro em clima de insegurança política oferecido pela maior parte dos países exportadores de petróleo.
Por sua vez o Brasil, apesar de que com o distanciamento, reduziu o foco e mudou sua estratégia comercial partindo para outros países como Africa, China  e países do Oriente Médio, continua interessado em exportar a país norte-americano commodities agrícolas, produtos manufaturados de baixa tecnologia e fazer intercambios educacionais e tecnologicos.
Foi a primeira visita do então presidente dos EUA ao Brasil, que caminha para ser a 7ª maior potência econômica do mundo e, como tal, não pode ser desconsiderado.